Bastidores…

18 Setembro, 2007

Reflexões sobre a Web 2.0

Arquivado em: Uncategorized — cafernandes @ 9:48 pm

O conceito de “Web 2.0” começou com uma conferência de brainstorming entre a O’Reilly e a MediaLive International. Dale Doughherty, pioneiro da web e vice-presidente da O’Reilly, notou que, ao contrário da web ter explodido com a bolha de 2001, ela estava mais importante do que nunca, apresentando instigantes aplicações novas e sites eclodindo com surpreendente regularidade. E, o que é melhor, parecia que as companhias que
haviam sobrevivido ao colapso tinham algo em comum. Será que o colapso ponto-com marcou uma espécie de virada que deu sentido a uma convocação do tipo “Web 2.0”? Tudo indica que sim.

Com a Conferência Web 2.0 surgiram definições e características próprias para este novo formato de web. Um deles, talvez o mais importante, é que sites em formato Web 2.0 nunca estão finalizados, estão sempre em constante aperfeiçoamento, com base nas necessidades de seus usuários. Entre os exemplos estão o Goolge, Wikipedia e YouTobe. Portanto, pode-se concluir que efeitos na rede resultantes das contribuições dos usuários são a chave para a supremacia de mercado na era Web 2.0.

Outro fundamento da rede nesta nova era são os hiperlinks. À medida que os usuários adicionam conteúdo e sites novos, esses passam a integrar a estrutura da rede à medida que outros usuários descobrem o conteúdo e se conectam a ele. Enquadra-se nestas características os famosos blogs.Páginas pessoais sempre existiram desde os primórdios da rede, e o diário pessoal e a coluna de opinião diária existem desde antes disso, portanto por que tanto alvoroço? Em seu aspecto mais básico, um blog é apenas uma página pessoal em formato de diário. Se fossem meramente um amplificador, os blogs não despertariam nenhum interesse. Mas, como a Wikipedia, os blogs capitalizam a inteligência global como uma espécie de filtro. Entra em ação o que James Suriowecki chama de “a sabedoria das massas” e, do mesmo modo que o PageRank produz resultados melhores do que a análise de qualquer documento individual, a atenção coletiva da blogosfera seleciona o valor. Aí entra mais uma lição da Web 2.0: usuários adicionam valor.

Portanto, pode-se concluir que a oportunidade de competição para novos participantes está em abraçar inteiramente o potencial da Web 2.0. As empresas que conseguirem irão criar aplicativos que aprenderão com os seus usuários, usando uma arquitetura de participação para obter vantagem poderosa não apenas na interface de software, mas na riqueza dos dados compartilhados.

Mais exemplos de sites Web 2.0

Spesa – site que controla através de ferramentas as finanças pessoais do usuário
Orkut – site de relacionamentos
Outro lado - site que apresenta conteúdo sobre Internet publicado pelos seus usuários, sem análise do editor
Brasil Wiki - jornal online participativo, ou seja, as notícias são publicadas pelos próprios usuários

11 Setembro, 2007

Bin Laden reaparece para lembrar o 11 de setembro de 2001

Arquivado em: Uncategorized — cafernandes @ 9:27 pm

bin laden

O líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, o inspirador dos ataques do 11 de setembro, em Nova York, reapareceu em vídeo, depois de três anos de silêncio. Na gravação de 30 minutos o terrorista não faz ameaças, mas afirmou que Bush comete os mesmos erros do líder soviético Leonid Brezhnev. “Assim como Brezhnev, Bush – quando questionado sobre a data da retirada das tropas do Iraque – disse que isso não ocorrerá no seu reinado, mas durante o governo de quem o suceder.” A CIA submeteu o material à análise e confirmou que a voz era de Bin Laden.

A aparição comemora o 6º aniversário do ataque terrorista nos Estados Unidos que chocou o mundo.No vídeo chamado de “A Solução” Bin Laden também afirmou que os americanos deveriam se converter ao islamismo para acabar com a guerra. Outra solução apontada pela terrorista é seguir com a escalada de assassinatos. “Este é nosso dever e nossos irmãos o estão cumprindo. Peço a Alá que lhes conceda a determinação e a vitória”, revela ahomenagem vitimas gravação, transcrita pelo Grupo de Inteligência SITE. O terrorista aparece mais magro, de barba preta e vestido de branco sob um manto amarelo, atrás de uma mesa, renunciando à roupa camuflada e ao fuzil de assalto.

Em meio às homenagens para lembrar as vítimas do atentado, o secretário-adjunto de Estado americano, John Negroponte, reconheceu nesta terça-feira (11), que seu país desconhece o paradeiro de Bin Laden. Mas destacou como significativo o fato de que o líder da rede terrorista e seus colaboradores já não tenham “a libertade de reinar” no Afeganistão.

4 Setembro, 2007

Análise da Globo.com na visão de McLuhan

Arquivado em: Uncategorized — cafernandes @ 9:43 pm

Para o especialista McLuhan, o meio (leia-se veículo de comunicação) é entendido como extensão tecnológica, ou seja, os recursos nele inseridos criam um ambiente que funciona como um texto, uma gramática própria. Cada meio tem linguagem própria, que ordena o conteúdo, criando uma forma específica que vai reger os processos de comunicação. Portanto, o mesmo conteúdo publicado em meios diferentes terá uma mensagem também diferente. Assim, fica fácil entender a máxima de McLuhan: “O meio é a mensagem”.

O meio “Web” necessita de uma nova linguagem, diferente do impresso, da televisão, ou do rádio, por exemplo. E o conteúdo a ser inserido neste meio precisa aderir à gramáticas de comunicação que considerem as características deste meio. Isto pouco acontece nos veículos da web hoje. Uma das raras excessões de sites que consideram o meio é o Portal Globo.com , principalmente após a sua ampla reforma visual, lançada na semana passada.

Nova versão traz mais recursos considerando o meioUma das características principais da capa do Portal (foto ao lado),  na nova versão, é a maior utilização do fundo branco, o que traz mais clareza na leitura das informações, feita através do suporte, ou seja, a tela do computador. No antigo projeto, havia predominância do cinza e as notícias estavam mais agrupadas. Outro fator determinante é que algumas manchetes não possuem linha de apoio, permitindo assim maior espaço aos títulos e, consequentemente mais destaque a alguns assuntos.

A nova versão também utiliza um recurso muito apropriado para a web, no meu entendimento, que é a criação da seção “mais lidas”. A idéia é fazer um filtro, mostrando ao leitor as informações com maior audiência, mais importantes, na opinião dos próprios usuários. Neste caso, o ranking destas notícias é feito através das escolhas destes usuários, portanto, a sua interação é extremamente valorizada. Mais uma vez, considera-se o meio, uma vez que na web, o usuário tem papel mais importante, comparado a outros meios. O mesmo acontece com a seção “Mais buscadas”. O maior número de interações do usuário em um assunto específico, determinará o tamanho da fonte das palavras utilizadas para indicar informações relacionadas a este tema. Sendo assim, aquelas palavras ou frases que foram mais pesquisadas estarão em maior destaque. Neste caso também é trabalhada a linguagem, pois o tamanho da fonte determinará a sua expressão, dando mais destaque ou menos visibilidade àquela informação.

Por fim, a instantaneidade da informação, oferecido pelo meio web, também é valorizado no novo projeto da Globo.com. Na lateral direita foi criada a seção “Plantão“, que fornece as últimas informações, quase que minuto a minuto. Esta noção de tempo real é percebida pelo horário em que é publicada a notícia, informado em destaque antes da própria manchete.

Blog no WordPress.com.